terça-feira, 21 de maio de 2024

Maranhão e mais 21 estados recorrem ao STF para cobrar da União encargos decorrentes do piso da enfermagem

Alguns gestores reclamam que a União não está cumprindo com o repasse do piso da enfermagem na sua integralidade. Ao todo, 22 estados entraram com um recurso nos autos da ADI 7.222 – ação que declarou a constitucionalidade do Piso Nacional da Enfermagem – pedindo que, além do auxílio financeiro já em vigor, também sejam repassadas as despesas relativas aos encargos decorrentes dos novos salários.

A advogada especialista em direito do Trabalho Camila Andrea Braga explica que a despesa com um empregado não é unicamente o salário. Existem outras verbas que são reflexos do pagamento previsto.

“Uma vez que você aumenta o salário base — e é o que houve com a fixação legal do piso — é que você também aumenta os reflexos. Então você tem aumento nos avos, né? De férias e 13º, uma parcela daquele salário base que tem que ser reservado, para o final para o 13º ou junto ali com as férias. E, fora isso, tem FGTS, que também tem um percentual sobre o salário base. Essa base aumentando, aumenta seu percentual, esclarece.

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Os gestores reclamam que estão recebendo apenas a quantia referente à assistência financeira para complementação do piso salarial. Eles reivindicam um auxílio com as despesas como 13º salário, 1/3 de férias, FGTS, contribuição previdenciária, entre outros.

De quem é a responsabilidade

Segundo Camila Andrea Braga, advogada trabalhista, se ao verificar que a responsabilidade constitucional não está sendo observada pela União, o executivo terá que arcar com as diferenças de repasse que não estão sendo feitas. Mas, atrelado a isso, a especialista faz uma observação:

“A gente sempre vai ter o limitador financeiro. Então, se eu não recebo esse dinheiro para fazer repasse, existe esse dinheiro nos cofres dos municípios e dos estados para arcar com essa diferença? Então, o que é feito? Se eu não tenho dinheiro para 10, eu tenho que ver se eu tenho dinheiro para 5. Então o cômputo é, quantos eu consigo manter com a integralidade dos direitos impostos pela lei? Quais os ajustes quantitativos que eu tenho que fazer dentro do meu pessoal para arcar com essa despesa ajustada?”, indaga.

Na visão do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a ação judicial não merece prosperar. Alegam que, em todas as políticas públicas, os entes federativos precisam dar a sua contrapartida para receber recursos da União. E, com o piso da enfermagem, não pode ser diferente. 

Na opinião do vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes, cada um deve fazer a sua parte para que a implementação continue avançando.

“A saúde deve ser descentralizada. Os recursos e a gestão da saúde devem ser feitos pelos municípios, com os aportes financeiros também dos estados, da União, dentro do modelo de Constituição do sistema único de saúde. É nesse aspecto que cada ente federado tem que dar a sua contribuição”, observa.

Entenda o repasse

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o piso nacional da enfermagem fosse pago aos trabalhadores do setor público pelos estados e municípios na medida dos repasses federais. A ajuda financeira seria então repassada pela União aos demais entes para o cumprimento do pagamento do piso. 

Conforme a decisão, a diferença resultante do piso salarial nacional com o salário pago aos servidores públicos dos estados, DF e municípios deve ser custeada por recursos da União.

Segue a lista com os estados que entraram com o recurso:

  • Acre
  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Pará
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rondônia
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Sergipe 
  • Tocantins

O relator da ação no STF, ministro Luís Roberto Barroso, deu um prazo de 15 dias para que a União se manifeste.



Fonte: Brasil 61
 

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Alema promove sessões de ginástica laboral para servidores


 Foto e texto: Agência Assembleia

Grande aliada da saúde no ambiente de trabalho, a ginástica laboral ajuda a combater uma série de problemas relacionados aos esforços repetitivos no dia a dia. Com este objetivo, a Assembleia Legislativa do Maranhão, por meio da Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional, tem visitado os setores da Casa para dar continuidade às atividades. Nesta segunda-feira (20), a equipe visitou o Complexo de Comunicação.

Na oportunidade, as fisioterapeutas incentivaram os profissionais a realizarem as atividades que consistem em uma série de exercícios praticados no local de trabalho, visando proporcionar boas condições físicas e mentais à equipe.

Para a fisioterapeuta da Alema, Karla Tyara Pedroso, a ginástica laboral é uma das grandes aliadas no combate à má postura corporal e à fadiga originada por esforços excessivos ou repetitivos no ambiente de trabalho.

“O simples ato de participar das atividades propostas pela ginástica laboral diminuem drasticamente as chances de desenvolver as doenças mais comuns em ambientes de trabalho, a qual são a Lesão Por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbio Osteo muscular Relacionado ao Trabalho (DORT). Logo, a prática vem para proporcionar muito mais que apenas um momento de relaxamento aos funcionários”, explicou a fisioterapeuta.

A profissional destacou que a ginástica laboral é indicada para, entre outras coisas, melhorar o sistema cardíaco, respiratório e esquelético; reduzir a sensação de fadiga e esgotamento ao fim do dia; cuidar da saúde mental; aumentar a atenção e a concentração, etc.

Para a jornalista da TV Assembleia, Natália Macedo, a iniciativa de levar ginástica laboral para os ambientes de trabalho ajuda a combater o estresse. “Começar a semana com este tipo de atividade é muito bacana, pois temos uma rotina corrida, que a profissão exige, e fazer uma pausa para ser bem orientada sobre os exercícios laborais, que podemos, inclusive, levar também para nossas casas, é de fundamental importância”, asseverou a jornalista.

O mesmo pensamento é compartilhado pelo intérprete de Libras da Alema, João Moreno, para o qual as atividades são fundamentais nessa profissão. “A gente mexe muito com as mãos, os ombros e, ocasionalmente, podemos ter lesões por esforço físico. O alongamento, esticar as partes do corpo que, às vezes, nem sentimos, mas que na hora do trabalho pode travar, é importante, ainda mais com uma rotina muito corrida”, sentenciou o intérprete de Libras.

As visitas das equipes de saúde promovendo ginástica laboral seguirão para outros setores da Casa, em visitas semanais. No entanto, os profissionais alertam que os exercícios devem ser feitos diariamente, antes do início dos trabalhos e também em algumas pausas durante o dia.   

‘Pautas Femininas’ destaca ações da Casa Acolher


 Texto e fotos: Agência Assembleia

O programa ‘Pautas Femininas’ recebeu, nesta segunda-feira (20), Dannuse Viana de Carvalho, integrante da Central de Doações da Casa Acolher, projeto idealizado pelo Grupo de Ação pela Solidariedade Humana (GASH).

A iniciativa atende pessoas que convivem com HIV/Aids no Maranhão e a sede fica no bairro Jordoa, sendo o projeto mantida por meio de doações e comercialização de produtos personalizados. São oferecidas roupas, kits de higiene, cestas básicas e até transporte para o hospital.

Entre outras coisas, Dannuse Carvalho explicou que o projeto atende, também, familiares das pessoas diretamente beneficiadas, prestando atendimento com advogados, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, bem como entregando cestas básicas, entre outras coisas.

"Esse projeto é crucial para o tratamento desses pacientes, também atendidos no hospital de referência, que é o Hospital Getúlio Vargas. São pessoas que sofrem com o preconceito e até com o abandono familiar. Uma de nossas principais missões, entre as várias, é conseguir oferecer as refeições diárias. Para isso, contamos com as doações de pessoas, empresas e entidades", explicou.

Dannuse Carvalho falou, ainda, sobre as bonecas artesanais sustentáveis e os chaveiros, vendidos para ajudar no projeto. "Nossas vendas estão bem baixas e aproveitamos esta oportunidade para fazer este apelo, uma vez que essa é a principal fonte de renda da instituição", frisou, acrescentando que pela casa passam cerca de 30 a 50 pessoas por dia.

A convidada frisou que o atendimento na Casa Acolher é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, segundo o funcionamento do Hospital Getúlio Vargas para consultas e exames.