O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano.
Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.
A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.
O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.
Capitais
Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
- São Luís (MA).
- Aracaju (SE);
- Belo Horizonte (MG);
- Brasília (DF);
- Boa Vista (RR);
- Campo Grande (MS);
- Cuiabá (MT);
- Fortaleza (CE);
- Goiânia (GO);
- João Pessoa (PB);
- Macapá (AP);
- Maceió (AL);
- Manaus (AM);
- Natal (RN);
- Porto Velho (RO);
- Recife (PE);
- Rio de Janeiro (RJ);
- Salvador (BA);
Prevalência dos vírus
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,4% |
| Influenza A | 21,8% |
| Rinovírus | 41,9% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 14,7% |
| Influenza B | 1,5% |
Incidência e mortalidade
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 4,5% |
| Influenza A | 28,6% |
| Rinovírus | 21,8% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 37,3% |
| Influenza B | 2,5% |
Regiões em alerta
UFs
Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
- Alagoas;
- Amapá;
- Amazonas;
- Acre;
- Bahia;
- Ceará;
- Distrito Federal;
- Espírito Santo;
- Goiás;
- Maranhão;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Minas Gerais;
- Pará;
- Paraíba;
- Rio de Janeiro;
- Rio Grande do Norte;
- Rondônia;
- Roraima; e
- Sergipe.



