quinta-feira, 6 de novembro de 2025

ALCANTARA: BRASIL PREPARA 1ª MISSÃO COMERCIAL DE FOGUETE COM MOBILIZAÇÃO DA FAB NO MARANHÃO

 

Na segunda-feira (03/11), a Força Aérea Brasileira (FAB) deu início à fase de execução da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA). Para completar a equipe, foram enviados mais 47 servidores, totalizando cerca de 400 profissionais.

A iniciativa, sob coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/FAB), vai até o dia 28 de novembro e ainda não tem data definida para o lançamento. O evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.

Para o Diretor do CLA, Coronel Aviador Clóvis Martins de Souza, o Centro de Lançamento está preparado para essa nova fase do Programa Espacial Brasileiro (PEB), com a oferta de serviços comerciais.

O CLA acumula mais de quatro décadas de operações ininterruptas e mais de 500 lançamentos realizados, consolidando-se como a principal base aeroespacial do Brasil e uma das mais estratégicas do mundo devido à sua localização próxima à linha do Equador. Hoje, iniciamos uma nova fase ao coordenar o lançamento inaugural do HANBIT-Nano, um foguete sul-coreano com carga majoritariamente brasileira. Esse marco demonstra nossa maturidade técnica, soberania operacional e capacidade de liderar operações complexas, atrair parcerias internacionais e impulsionar o desenvolvimento tecnológico do país”, destaca o Diretor.

Dos profissionais envolvidos, 300 são militares e 100 são civis, garantindo redundância nas funções sensíveis. Outros 60 integrantes estrangeiros, pertencentes ao cliente sul-coreano, também compõem os esforços dedicados à operação.

A formação da equipe é multidisciplinar, com profissionais de nível técnico e superior nas áreas de Engenharia (Mecânica, Elétrica e Eletrônica), Telemetria, Sincronização e Tratamento de Dados, Preparação e Lançamento, Logística, Segurança (Cibernética, Orgânica, de Voo e do Trabalho), Comunicações, Atendimento Pré-Hospitalar e Medicina Aeroespacial, Salvamento e Combate a Incêndios, Prevenção de Interferências Eletromagnéticas, Investigação de Acidentes, Supervisão Contratual, Qualidade Operacional e Controle de Protocolos.

Resultado de um edital de chamamento público realizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em 2020, a iniciativa é voltada a empresas interessadas em efetuar lançamentos a partir do CLA. A Innospace foi uma das selecionadas, assinando contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022.

Dupla autorização de lançamento – Por atender a todos os requisitos de segurança, padrões ambientais e capacidade de missão, o foguete da Innospace obteve, em outubro deste ano, autorização de lançamento comercial da Agência Aeroespacial da Coreia do Sul (KASA) — do inglês Korea AeroSpace Administration —, responsável por coordenar as atividades do setor no país asiático.

A brasileira AEB também concedeu autorização, em maio, após verificar o cumprimento de critérios de minimização de riscos de diversas naturezas e de redução de detritos espaciais, além de avaliar que a operação não compromete a segurança nacional, os interesses da política externa brasileira ou as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil.

Foguete HANBIT-Nano: tecnologia inédita – O HANBIT-Nano é um foguete de dois estágios e propulsão híbrida (sólida e líquida), com 21,9 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro, quase 20 toneladas de massa total e capacidade para transportar até 90 quilos de carga útil.

Marcos históricos – A Operação Spaceward simboliza marcos inéditos: o primeiro lançamento comercial da Innospace; o voo inaugural do HANBIT-Nano; o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro; e a consolidação do CLA como espaçoporto competitivo ao nível global.

No foguete, estarão acondicionadas oito cargas, incluindo cinco pequenos satélites e três experimentos tecnológicos, desenvolvidos por empresas e instituições do Brasil e da Índia. Os satélites serão inseridos em órbita para coleta de dados climáticos e ambientais, desenvolvimento tecnológico e ações educacionais. Já os experimentos serão submetidos a testes e coleta de dados em ambiente de microgravidade.

Representando o Brasil, participam da operação a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com dois pequenos satélites; a AEB, com dois pequenos satélites e uma unidade de Sistema de Navegação Inercial, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e um consórcio formado pelas empresas Concert Space, Horuseye Tech e Cron; e a Castro Leite Consultoria (CLC), com uma unidade de Sistema de Navegação por Satélite (GNSS) e um Sistema de Navegação Inercial. Da Índia, participa a Grahaa Space, com um pequeno satélite.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

*Governo do Estado leva mais obras à Baixada Maranhense*

A Baixada Maranhense recebeu mais investimentos do governo estadual segunda-feira (03), quando o governador Calos Brandão e o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, estiveram nos municípios de Turilândia e Cururupu para inaugurar obras, anunciar mais realizações e incluir famílias no programa Maranhão Livre da Fome. 


“O que nos motiva a trabalhar cada vez mais é saber que estamos melhorando a vida das pessoas, principalmente as que mais precisam. O governador Carlos Brandão está realizando obras impossíveis, mas o seu maior legado é ser humano”, afirmou Orleans Brandão, ao destacar que o governo enfrenta problemas históricos da Baixada Maranhense, onde também está ampliando o combate à pobreza extrema.

Orleans lembrou que, em parceria com a gestão municipal, o Governo do Estado já realizou importantes obras em Turilândia, como a reforma completa do hospital municipal e a implantação do Restaurante Popular. E agora os investimentos estaduais estão sendo ampliados para promover o desenvolvimento da cidade e melhorar as condições de vida da população. Foram 650 famílias incluídas no programa Maranhão Livre da Fome, e anunciadas obras de pavimentação asfáltica e de construção do cais da cidade.

Em Cururupu, outras 715 famílias foram incluídas no programa Maranhão Livre da Fome. No município foram entregues as obras reforma do Colégio Estadual Joana Batista, incluindo a quadra poliesportiva, e autorizados 06 quilômetros de pavimentação asfáltica, a implantação de Estação Tech e do Colégio Militar 2 de julho na Unidade Integrada Municipal Herculana Vieira II, além da construção da quadra poliesportiva no Centro de Ensino Gervásio Protásio e da reforma do Mercado Municipal.

“O Maranhão está no caminho certo, e esse grande trabalho tem que continuar. Político comprometido diz o que pode fazer pela população e cumpre, e não faz promessas que não saem do papel. Por isso o governador Carlos Brandão e o secretário Orleans têm todo o respeito e a gratidão da população de Cururupu”, afirmou o prefeito Aldo Lopes.

 

MPOX: DE UGANDA À EUROPA NOVA CEPA JÁ CIRCULA EM SEIS PAISES FORA DA ÁFRICA

  

Erupções de pele causadas pela varíola dos macacos (Foto: The Focal Project/Flickr)

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que todas as cepas conhecidas do vírus mpox continuam em circulação em 2025, reforçando a preocupação com a possibilidade de uma transmissão comunitária sustentada caso os surtos não sejam rapidamente contidos. Um novo clado, identificado como clado Ib, já ultrapassou as fronteiras africanas e foi detectado em diversos países pela primeira vez. As informações são da Reuters.

Conforme o relatório mais recente da OMS, 42 países notificaram 3.135 casos confirmados de mpox e 12 mortes durante setembro de 2025, o que representa uma taxa de letalidade de 0,4%. Mais de 80% dos casos ocorreram na Região Africana, onde o vírus permanece endêmico.

Nos últimos 45 dias, 17 países africanos registraram transmissão contínua, totalizando 2.862 casos e 17 mortes (taxa de 0,6%). A República Democrática do Congo, Libéria, Quênia e Gana estão entre os mais afetados, com aumento de casos no Quênia e na Libéria, e tendência de queda no Congo.

O relatório indica que quatro regiões, África, Mediterrâneo Oriental, Américas e Pacífico Ocidental, apresentaram redução nos casos confirmados, enquanto Europa e Sudeste Asiático registraram alta.

Desde a última atualização, Malásia, Namíbia, Holanda, Portugal e Espanha relataram a detecção do vírus mpox do clado Ib (MPXV) pela primeira vez. Também houve casos importados identificados em Bélgica, Canadá, Alemanha, Itália, Catar e Espanha, relacionados a viajantes internacionais.

A OMS informou que Itália, Malásia, Holanda, Portugal, Espanha e Estados Unidos confirmaram transmissão local do vírus mpox do clado Ib, inclusive entre pessoas sem histórico recente de viagens.

Pelo menos cinco casos recentes foram registrados entre homens com parceiros do mesmo sexo, marcando a primeira evidência de circulação dessa cepa nesse grupo.

Atualmente, a OMS avalia o risco de saúde pública como moderado para homens com parceiros do mesmo sexo e baixo para a população em geral fora das áreas historicamente endêmicas.

“Quando os surtos de mpox não são rapidamente controlados e a transmissão de pessoa para pessoa não é interrompida, há risco de disseminação comunitária sustentada”, alertou a agência.

Variantes que se espalham entre humanos

A mpox é uma doença zoonótica transmitida por animais infectados, mas que tem mostrado uma tendência cada vez maior de se espalhar entre humanos.

Em 2022, uma variante do vírus, o clado IIb, começou a se espalhar globalmente por meio do contato sexual. Desde o final de 2023, outra cepa viral, o clado Ib, se disseminou por relações íntimas e contato próximo.

Isto levou CDC africano a declarar uma Emergência de Saúde Pública de Segurança Continental e o diretor-geral da OMS a declarar uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, em agosto de 2024. Desde então, 28 países relataram casos de mpox ligados ao clado Ib.

O Plano de Resposta Continental atualizado busca integrar os cuidados ligados à doença nos serviços de saúde de rotina.

A mpox causa lesões dolorosas na pele e nas mucosas, muitas vezes acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, fadiga e gânglios linfáticos inchados. Ela pode ser debilitante e desfigurante.