terça-feira, 25 de novembro de 2025

*Brandão sanciona lei que cria auxílio financeiro para crianças e adolescentes órfãos do feminicídio*

“Tenho certeza que onde minha mãe estiver, ela está muito feliz, pois esta iniciativa vai ajudar não só os filhos dela, mas os de muitas outras pessoas”. A fala é de Herlen Ferreira, adolescente que ficou órfã ao perder a mãe em decorrência do feminicídio e, a partir de agora, uma das beneficiadas com a lei sancionada nesta segunda-feira (24) pelo governador Carlos Brandão, que garante pagamento de auxílio de meio salário-mínimo para todos os órfãos até completarem 18 anos, além de todo o apoio necessário para recomeçarem - inclusive, psicológico. 

Na mensagem governamental de encaminhamento da matéria à Assembleia, o governador afirmou que a proposição vai suprir as necessidades básicas dos órfãos, decorrentes da perda da mãe e prisão do genitor (na maioria das vezes), em razão do crime de feminicídio, o qual acarreta, muitas vezes, em grave situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

Durante a solenidade de sanção da lei, realizada no Salão de Atos do Palácio dos Leões, em São Luís, o governador Carlos Brandão ressaltou que a medida é um gesto de justiça e para garantir dignidade, acolhimento e oportunidade de recomeço a essas famílias. 

“Desde o primeiro momento compreendemos que se tratava de uma iniciativa que ultrapassa o campo jurídico e financeiro. É uma resposta humanitária, que reconhece o impacto profundo que o feminicídio causa nas famílias e, especialmente, nas crianças que ficam sem as mães”, declarou. 

O chefe do Executivo estadual também aproveitou a oportunidade para fazer um chamamento a todos os poderes constituídos e à sociedade maranhense. “Hoje é também uma oportunidade de debatermos com todos os poderes e a sociedade civil o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Somente no primeiro semestre deste ano, a Justiça concedeu 13 mil medidas protetivas. No entanto, dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que 60% das mulheres vítimas de violência ainda têm algum tipo de receio de denunciar seus agressores. Precisamos garantir às mulheres que são agredidas a confiança e segurança necessária para buscarem a ajuda dos órgãos competentes, para quebrarem o ciclo de violência”, pontuou.

*Surgimento da lei*
A lei que determina o pagamento mensal de meio salário-mínimo para cada filho de mulher vítima de feminicídio até que completem 18 anos de idade é decorrente do Projeto de Lei (PL) nº 499/2025, de iniciativa do Poder Executivo Estadual, que alterou a Lei nº 11.723/2022, a partir de indicação da deputada Daniella (PSB).  

A nova lei estabelece diretrizes para a instituição do programa “Órfãos do Feminicídio: Atenção e Proteção no âmbito do Estado do Maranhão”. O PL foi aprovado por unanimidade pelo plenário da Assembleia Legislativa e sancionado nesta segunda-feira (24) pelo governador Carlos Brandão.  

*Ações de combate a violência contra a mulher*
A iniciativa soma-se a outras ações do governo do Maranhão no combate a todas as formas de violência contra a mulher, como as Delegacias da Mulher e as Patrulhas Maria da Penha, além de fortalecer a proteção de crianças que enfrentam as consequências deste tipo de crime. 

“Quando assumimos o governo, o Estado tinha nove Patrulhas Maria da Penha. Hoje, são 29. Também tínhamos uma Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, e uma Casa da Mulher Maranhense, em Imperatriz. Agora, já são cinco casas da Mulher Maranhense, com previsão de chegarmos a 18. Nosso governo tem feito muitas ações para romper o ciclo de violência doméstica no estado e vai seguir trabalhando firme, em parceria com os demais poderes e a sociedade”, informou Brandão.  

A proposta encaminhada pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa se somou à que já havia sido encaminhada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). “É de fundamental importância que o governo do Maranhão não apenas abrace, como também lidere esta política pública. Agora, as crianças e adolescentes que perderem as mães para o feminicídio, além da ajuda financeira, terão assistência psicológica e social, tendo melhores condições de superarem o trauma e recomeçarem suas vidas”, avaliou o procurador-geral de Justiça, Danilo Castro.

*Comoção*
A proposta nasceu a partir da comoção pública gerada pela história do pequeno Luís Fernando e seus irmãos. A criança, natural de Pedro do Rosário, a 341 quilômetros de São Luís, fez relato emocionante, que viralizou nas redes sociais e comoveu o Maranhão. A mãe do menino foi morta pelo companheiro a facadas, em fevereiro deste ano. 

Nas imagens em que o menino aparece chorando e com a voz embargada, ele desabafa como seria a sua vida caso a mãe, Cirani Lopes Ferreira, ainda estivesse viva. “Se ela tivesse viva, eu não ‘tava’ desse jeito aí... Todo sujo”, diz a criança em um trecho do vídeo. 

Luís Fernando e os irmãos estiveram em São Luís a convite do governador Carlos Brandão para participar da solenidade. Eles vieram acompanhados do jornalista e radialista William Vieira, que chamou atenção para o caso em suas redes sociais. 

Herlen Ferreira, irmã mais velha de Luís Fernando, falou que, apesar da tristeza de ter perdido a mãe, ficou feliz pela iniciativa do governo do Maranhão, pois ajudará muitas famílias do estado, incluindo a sua. “Esse auxílio vai ajudar a gente bastante, principalmente a comprar alimento. Fico feliz que por causa do vídeo do Luís Fernando a gente está vivendo este momento. Ela [a lei] não vai trazer nossa mãe de volta, mas vai ajudar muitas famílias e muitas crianças”, afirmou.

 

IBGE: LIBERA EDITAIS COM 9.590 VAGAS PARA CARGOS DE NIVEL MÉDIO

 


Uma das maiores seleções de todo o país acaba de ser lançada, após a publicação dos editais n.º 4 e 5/2025, referentes ao processo seletivo do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com oportunidades direcionadas ao nível médio de escolaridade.

Os documentos divulgados oferecem, juntos, o total de 9.590 vagas distribuídas da seguinte maneira: 8.480 para o cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento (APM) e 1.110 vagas para Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ), que serão espalhadas por todo o país.

Cargos e benefícios

As ocupações mencionadas são para contratos temporários, a fim de sanar demandas existentes na Fundação. O salário será de R$ 2.676,24 para Agente de Pesquisa e Mapeamento e R$ 3.379,00 para Supervisor de Coleta e Qualidade.

Os candidatos que forem aprovados no seletivo do IBGE ainda farão jus a diversos benefícios previstos, entre eles: auxílio-alimentação de R$ 1.175,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Requisitos

Conforme informado no edital 4/2025, os interessados em concorrer ao cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento deverão possuir ensino médio completo, além de atender às demais exigências previstas na íntegra do edital, divulgado no portal da banca.

Já o edital 5/2025, referente à função de Supervisor de Coleta e Qualidade, informa que os possíveis candidatos deverão ter, no ato de contratação, ensino médio completo, além de Carteira Nacional de Habilitação – CNH, na categoria mínima “B”.

Tempo de contratação

A contratação entre os candidatos aprovados e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística poderá durar até um ano, com possibilidade de prorrogação, desde que o período total não ultrapasse três anos, conforme estabelece a Lei n.º 8.745/1993.

Distribuição das vagas

  • 5.512 vagas para ampla concorrência;
  • 2.120 vagas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas;
  • 254 vagas para indígenas;
  • 170 vagas para quilombolas;
  • 424 vagas para pessoas com deficiência.

➡️ Supervisor de Coleta e Qualidade (1.110 vagas)

  • 715 vagas para ampla concorrência;
  • 275 vagas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas;
  • 33 vagas para indígenas;
  • 22 vagas para quilombolas;
  • 55 vagas para pessoas com deficiência.

Inscrições IBGE

As inscrições para garantir a participação na seleção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deverão ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sendo esta a banca organizadora que estará à frente de todas as etapas presentes no certame.

O período de registro se inicia a partir das 16h do dia 19 de novembro e segue aberto até às 23h59min do dia 11 de dezembro de 2025. Para concluir a inscrição, será necessário efetuar o pagamento de uma taxa, delimitada no valor de R$ 38,50.

O processo seletivo do IBGE contará apenas com uma etapa para avaliação dos inscritos: a prova objetiva de múltipla escolha. Esta avaliação escrita está prevista para ocorrer no dia 22 de fevereiro de 2026. Veja como serão as questões para cada um dos cargos:

📚 Agente de Pesquisa e Mapeamento (APM)

  1. Língua Portuguesa – 20 questões;
  2. Geografia – 15 questões;
  3. Raciocínio Lógico Matemático – 15 questões;
  4. Noções de Informática – 5 questões;
  5. Ética no Serviço Público – 5 questões.

📚 Supervisor de Coleta e Qualidade

  1. Língua Portuguesa – 14 questões;
  2. Raciocínio Lógico Matemático – 8 questões;
  3. Ética no Serviço Público – 5 questões;
  4. Noções de Informática – 5 questões;
  5. Noções de Administração e Situações Gerenciais – 14 questões;
  6. Geografia – 14 questões.

O que faz um Agente de Pesquisa e Mapeamento?

O Agente de Pesquisa e Mapeamento do IBGE coleta dados em domicílios, empresas, áreas rurais e órgãos públicos, realizando entrevistas presenciais ou por telefone. Ele registra as informações em meios digitais ou impressos e as envia ao supervisor dentro dos prazos previstos.

‘Pautas Femininas’ destaca projeto ‘Mãos que Acolhem’ e realidade das mães solo de crianças com deficiência

 


Agência Assembleia

O programa ‘Pautas Femininas’, exibido pela Rádio Assembleia (96,9 FM) nesta segunda-feira (24), abordou os desafios enfrentados por mães solo que cuidam de crianças com deficiência ou doenças raras. A convidada foi a idealizadora do projeto ‘Mãos que Acolhem’, Ana Cláudia Arruda, que compartilhou sua trajetória e a importância da criação de redes de apoio para essas famílias.

Na entrevista, Ana Cláudia explicou que a iniciativa surgiu a partir de sua própria vivência como mãe de João Gabriel, diagnosticado com microcefalia. “A realidade dessas mulheres é marcada por jornadas exaustivas, exclusão do mercado de trabalho e ausência de suporte básico. A maioria não tem rede de apoio mínima para estudar, trabalhar ou realizar um sonho”, afirmou.

Segundo ela, dados nacionais revelam que cerca de 78% dos pais abandonam as mães de filhos com deficiência antes dos cinco anos. “A responsabilidade do cuidado caem exclusivamente sobre elas e isso demanda 24 horas. Muitas ficam completamente sozinhas, porque o pai, na maior parte das vezes, se exime dessa responsabilidade”, destacou.

O ‘Mãos que Acolhem’ nasceu em 2020, em meio à pandemia, com uma ação improvisada na garagem do prédio onde Ana Cláudia mora. “Foram distribuídas cestas básicas a mães. Fomos nos conectando e a ação cresceu rapidamente. Depois, foram distribuídos mais de 500 cartões de alimentação durante o período pandêmico”, contou a idealizadora.

Com o tempo, surgiu a necessidade de organização. “Começamos a ir às casas, conhecer cada família e entender suas necessidades reais. Esse olhar mais humano foi o grande diferencial. Cada história nos impactava de um jeito que não tem como esquecer. Hoje, o projeto atende 80 famílias, majoritariamente chefiadas por mães solo, e mantém uma lista de espera extensa”, explicou Ana Cláudia.

Para ampliar o alcance da iniciativa, a idealizadora prevê a criação do Instituto Mãos que Acolhem para o próximo ano. “Nosso objetivo é atender ainda mais famílias em situação de vulnerabilidade. Agora, somos 80 famílias que se ajudam, mas queremos fazer muito mais. É uma rede real de cuidado e afeto”, concluiu.