terça-feira, 25 de novembro de 2025
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IBGE: LIBERA EDITAIS COM 9.590 VAGAS PARA CARGOS DE NIVEL MÉDIO
Uma das maiores seleções de todo o país acaba de ser lançada, após a publicação dos editais n.º 4 e 5/2025, referentes ao processo seletivo do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com oportunidades direcionadas ao nível médio de escolaridade.
Os documentos divulgados oferecem, juntos, o total de 9.590 vagas distribuídas da seguinte maneira: 8.480 para o cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento (APM) e 1.110 vagas para Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ), que serão espalhadas por todo o país.
Cargos e benefícios
As ocupações mencionadas são para contratos temporários, a fim de sanar demandas existentes na Fundação. O salário será de R$ 2.676,24 para Agente de Pesquisa e Mapeamento e R$ 3.379,00 para Supervisor de Coleta e Qualidade.
Os candidatos que forem aprovados no seletivo do IBGE ainda farão jus a diversos benefícios previstos, entre eles: auxílio-alimentação de R$ 1.175,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.
Requisitos
Conforme informado no edital 4/2025, os interessados em concorrer ao cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento deverão possuir ensino médio completo, além de atender às demais exigências previstas na íntegra do edital, divulgado no portal da banca.
Já o edital 5/2025, referente à função de Supervisor de Coleta e Qualidade, informa que os possíveis candidatos deverão ter, no ato de contratação, ensino médio completo, além de Carteira Nacional de Habilitação – CNH, na categoria mínima “B”.
Tempo de contratação
A contratação entre os candidatos aprovados e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística poderá durar até um ano, com possibilidade de prorrogação, desde que o período total não ultrapasse três anos, conforme estabelece a Lei n.º 8.745/1993.
Distribuição das vagas
- 5.512 vagas para ampla concorrência;
- 2.120 vagas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas;
- 254 vagas para indígenas;
- 170 vagas para quilombolas;
- 424 vagas para pessoas com deficiência.
➡️ Supervisor de Coleta e Qualidade (1.110 vagas)
- 715 vagas para ampla concorrência;
- 275 vagas para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas;
- 33 vagas para indígenas;
- 22 vagas para quilombolas;
- 55 vagas para pessoas com deficiência.
Inscrições IBGE
As inscrições para garantir a participação na seleção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deverão ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sendo esta a banca organizadora que estará à frente de todas as etapas presentes no certame.
O período de registro se inicia a partir das 16h do dia 19 de novembro e segue aberto até às 23h59min do dia 11 de dezembro de 2025. Para concluir a inscrição, será necessário efetuar o pagamento de uma taxa, delimitada no valor de R$ 38,50.
O processo seletivo do IBGE contará apenas com uma etapa para avaliação dos inscritos: a prova objetiva de múltipla escolha. Esta avaliação escrita está prevista para ocorrer no dia 22 de fevereiro de 2026. Veja como serão as questões para cada um dos cargos:
📚 Agente de Pesquisa e Mapeamento (APM)
- Língua Portuguesa – 20 questões;
- Geografia – 15 questões;
- Raciocínio Lógico Matemático – 15 questões;
- Noções de Informática – 5 questões;
- Ética no Serviço Público – 5 questões.
📚 Supervisor de Coleta e Qualidade
- Língua Portuguesa – 14 questões;
- Raciocínio Lógico Matemático – 8 questões;
- Ética no Serviço Público – 5 questões;
- Noções de Informática – 5 questões;
- Noções de Administração e Situações Gerenciais – 14 questões;
- Geografia – 14 questões.
O que faz um Agente de Pesquisa e Mapeamento?
O Agente de Pesquisa e Mapeamento do IBGE coleta dados em domicílios, empresas, áreas rurais e órgãos públicos, realizando entrevistas presenciais ou por telefone. Ele registra as informações em meios digitais ou impressos e as envia ao supervisor dentro dos prazos previstos.
‘Pautas Femininas’ destaca projeto ‘Mãos que Acolhem’ e realidade das mães solo de crianças com deficiência
Agência Assembleia
O programa ‘Pautas Femininas’, exibido pela Rádio Assembleia (96,9 FM) nesta segunda-feira (24), abordou os desafios enfrentados por mães solo que cuidam de crianças com deficiência ou doenças raras. A convidada foi a idealizadora do projeto ‘Mãos que Acolhem’, Ana Cláudia Arruda, que compartilhou sua trajetória e a importância da criação de redes de apoio para essas famílias.
Na entrevista, Ana Cláudia explicou que a iniciativa surgiu a partir de sua própria vivência como mãe de João Gabriel, diagnosticado com microcefalia. “A realidade dessas mulheres é marcada por jornadas exaustivas, exclusão do mercado de trabalho e ausência de suporte básico. A maioria não tem rede de apoio mínima para estudar, trabalhar ou realizar um sonho”, afirmou.
Segundo ela, dados nacionais revelam que cerca de 78% dos pais abandonam as mães de filhos com deficiência antes dos cinco anos. “A responsabilidade do cuidado caem exclusivamente sobre elas e isso demanda 24 horas. Muitas ficam completamente sozinhas, porque o pai, na maior parte das vezes, se exime dessa responsabilidade”, destacou.
O ‘Mãos que Acolhem’ nasceu em 2020, em meio à pandemia, com uma ação improvisada na garagem do prédio onde Ana Cláudia mora. “Foram distribuídas cestas básicas a mães. Fomos nos conectando e a ação cresceu rapidamente. Depois, foram distribuídos mais de 500 cartões de alimentação durante o período pandêmico”, contou a idealizadora.
Com o tempo, surgiu a necessidade de organização. “Começamos a ir às casas, conhecer cada família e entender suas necessidades reais. Esse olhar mais humano foi o grande diferencial. Cada história nos impactava de um jeito que não tem como esquecer. Hoje, o projeto atende 80 famílias, majoritariamente chefiadas por mães solo, e mantém uma lista de espera extensa”, explicou Ana Cláudia.
Para ampliar o alcance da iniciativa, a idealizadora prevê a criação do Instituto Mãos que Acolhem para o próximo ano. “Nosso objetivo é atender ainda mais famílias em situação de vulnerabilidade. Agora, somos 80 famílias que se ajudam, mas queremos fazer muito mais. É uma rede real de cuidado e afeto”, concluiu.


