segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Estado Islâmico entra no radar do Brasil após prisão por terrorismo

A prisão de um suspeito com vínculos ao Estado Islâmico reacendeu alertas sobre terrorismo no Brasil e expôs novos desafios para a segurança nacional e a inteligência policial.

prisão de um suspeito com vínculos diretos com o Estado Islâmico no Brasilrealizada pela Polícia Federal no fim de janeiro de 2026, reacendeu alertas no sistema de segurança nacional e colocou o país no radar das ameaças terroristas globais. O caso, revelado por fontes de inteligência, envolve indícios concretos de radicalização, comunicação com extremistas no exterior e preparação operacional, segundo autoridades.

O episódio é considerado grave e estratégico porque expõe vulnerabilidades internas em um país historicamente fora do eixo prioritário do jihadismo internacional, mas cada vez mais inserido em fluxos digitais e logísticos globais. Além disso, o caso afeta diretamente infraestruturas civis, grandes centros urbanos e a credibilidade do Brasil como ambiente seguro, sobretudo às vésperas de eventos internacionais e com fronteiras extensas e porosas.

O risco imediato para a segurança nacional brasileira

A principal consequência direta da prisão é o reconhecimento oficial de que o Estado Islâmico no Brasil deixou de ser apenas uma ameaça abstrata. Segundo a investigação, o suspeito mantinha contatos online com membros do grupo extremista, consumia propaganda jihadista e demonstrava intenção de executar um ataque de grande impacto simbólico.

Embora as autoridades não tenham confirmado alvos específicos, fontes próximas à operação indicam que ações preventivas evitaram uma possível escalada operacional, o que reforça a gravidade do caso. Nesse sentido, o episódio pressiona as forças de segurança a elevar o nível de alerta antiterrorismo, ampliar o monitoramento digital e reforçar a cooperação com agências estrangeiras.

Além disso, o caso expõe um risco sensível: a exploração do território brasileiro como ambiente de recrutamento, radicalização ou apoio logístico, mesmo que não como palco principal de ataques. Para a defesa nacional, isso representa um novo vetor de ameaça híbrida, menos visível e mais difícil de neutralizar.

Como o extremismo internacional opera no Brasil

Historicamente, o Brasil nunca figurou como alvo prioritário do jihadismo armado. No entanto, nos últimos anos, o avanço das redes digitais, o uso de aplicativos criptografados e a propaganda descentralizada permitiram que o Estado Islâmico no Brasil passasse a atuar de forma difusa e silenciosa.

Segundo especialistas em contraterrorismo, o padrão observado segue uma lógica global: indivíduos isolados, autor radicalizados, sem cadeia formal de comando, mas inspirados por narrativas extremistas e instruções online. Esse modelo reduz a necessidade de células estruturadas, dificultando a detecção antecipada.

Além disso, o Brasil enfrenta desafios específicos, como fronteiras extensas, grande circulação internacional e limitações legais no monitoramento preventivo, o que exige equilíbrio constante entre segurança e direitos civis. A prisão recente mostra que, apesar dessas limitações, a inteligência brasileira conseguiu agir antes da materialização da ameaça, um ponto considerado positivo por analistas.

Impacto regional e pressão sobre as Forças de Segurança

No plano estratégico, o caso gera efeitos que vão além do território nacional. A confirmação de um suspeito ligado ao Estado Islâmico no Brasil tende a intensificar a cooperação com Estados Unidos, Europa e países da América do Sul, especialmente no intercâmbio de dados de inteligência e vigilância financeira.

Internamente, a Polícia Federal e órgãos de segurança passam a operar sob maior pressão política e operacional, com expectativa de resultados rápidos e visíveis. O risco, segundo analistas, é que falhas futuras sejam exploradas tanto por grupos extremistas quanto por disputas políticas internas.

Por fim, o episódio reforça uma mudança estrutural: o Brasil deixou de ser um observador distante do terrorismo internacionalA ameaça existe, é concreta e se manifesta de forma silenciosa. Para a defesa e a segurança nacional, o desafio agora é manter vigilância constante sem perder controle institucional um equilíbrio delicado em um cenário geopolítico cada vez mais instável.

VINGANÇA: ATAQUES DE LULA A TOFFOLI INCLUI ACERTOS DE CONTAS

 


Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração. Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.

Salvo pela Casa

Depois, Lula deixou vazar sua “irritação”, que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.

Votos imperdoáveis

Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa, os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.

Sem reaproximar

Ao assumir seu terceiro mandando, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.

Ele não esquece

Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato. Afina, Lula não esquece. Ama guardar rancor

domingo, 1 de fevereiro de 2026

DIABETES CRESCE 135% NO BRASIL EM 18 ANOS

 

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, resultando em altos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Afeta mais de 13 milhões de brasileiros, exigindo controle por meio de alimentação saudável, exercícios físicos e medicamentos (insulina ou orais). Pode causar complicações graves nos rins, olhos, nervos e coração se não tratado. 

diabetes cresceu 135% no Brasil em um período de 18 anos, variando de 5,5%, em 2006, a 12,9% em 2024. O número de registros de obesidade entre os brasileiros também avançou 118% no país. Os dados são dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde.

O aumento de diagnósticos de diabetes no país foi observado em ambos os sexos, sendo maior entre as mulheres – variando de 6,3% a 14,3%. Considerando o período mais recente, utilizando dados de 2019, houve manutenção da tendência de crescimento, variando de 8,2%, em 2019, a 12,9% em 2024, no conjunto da população.

Em relação à obesidade, o avanço de casos foi identificado em todas as faixas de idade e em todos os níveis de instrução. No entanto, os maiores aumentos foram entre adultos de 25 a 44 anos, variando de 37,5% em 2006 a 61,7% em 2024 para aqueles entre 25 e 34 anos; e de 48,8% a 69,2% para aqueles entre 35 e 44 anos. 

O levantamento traz um panorama dos hábitos e da saúde da população brasileira no que diz respeito à  alimentação e atividade física. A pesquisa também mostra dados sobre comorbidades, como hipertensão arterial e hábitos de sono.

O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as UFs. O objetivo é monitorar anualmente, via entrevista telefônica, a situação de saúde da população brasileira.

Hábitos e qualidade de vida dos brasileiros

Acompanhando o ritmo de crescimento de diabetes e obesidade entre a população adulta brasileira, o Vigitel ainda aponta que mais de 60% da população está acima do peso. O percentual saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.

Já o diagnóstico de hipertensão arterial entre os brasileiros aumentou 31%. Conforme a pesquisa, o percentual variou de 22,6%, em 2006, a 29,7%, em 2024. Nesse cenário, foi observado aumento na prevalência do indicador em ambos os sexos, com maior incremento entre os homens. 

Os dados nacionais do Vigitel apontam, ainda, mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento recuou de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que fazem atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. 

No que diz respeito aos hábitos alimentares da população brasileira, os dados apontam que o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável – em torno de 31% da população.

Dados inéditos sobre sono

Pela primeira vez, o Vigitel apresenta informações nacionais sobre sono. No total, 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (21,3%) do que entre os homens (18,9%).

Quando consideradas a cidade onde o entrevistado reside, as mulheres com menos horas de sono por noite estão em Maceió–AL, Salvador–BA e Rio de Janeiro–RJ e, entre homens, em Belém–PA, Macapá–AP e São Luís–MA. 

Viva Mais Brasil

Como resposta ao cenário de avanço de comorbidades e maus hábitos de saúde dos brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou a estratégia Viva Mais Brasil em evento no Rio de Janeiro.

A mobilização vai ter caráter nacional, como foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. A iniciativa contará com o aporte de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde – eixo que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada pelo ministro.