terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Programa Contraplano aborda problema do analfabetismo no Brasil

 Programa Contraplano aborda problema do analfabetismo no Brasil

Programa Contraplano abordou o problema do analfabetismo no Brasil

Nesta terça-feira (16), o programa Contraplano, da TV Assembleia, abordou o analfabetismo, considerado um problema histórico no Brasil. Para debater o tema, o apresentador do programa, jornalista Fábio Cabral, recebeu a coordenadora de Alfabetização da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Berenice Gomes; a representante do setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Simone Silva, e o sociólogo e mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nonato Chocolate.

Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, quase dez milhões de brasileiros não sabiam ler e nem escrever o próprio nome.

Dentre outros aspectos da problemática, os debatedores abordaram questões relativas às raízes do analfabetismo, suas implicações no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, como se está enfrentando o problema e os desafios existentes para uma alfabetização capaz de promover uma consciência mais crítica das pessoas.

Parceria

Simone Silva disse que o MST, na mesma dinâmica com que faz a luta pela terra, faz também pelo direito à alfabetização. Segunda ela, no Maranhão, ainda existem mais de 800 mil pessoas analfabetas.

“Em 2016, fizemos uma parceria com o Governo do Estado, onde desenvolvemos o método de alfabetização chamado 'Sim, eu posso', onde atuamos por dois anos, nos 15 municípios com menor IDH, e conseguimos alfabetizar mais de 20 mil pessoas”, destacou Simone Silva.

Simone disse que a alfabetização é um direito básico. "É fundamental que a gente supere o analfabetismo no nosso estado para que, de fato, as pessoas possam ter essa emancipação. Assim como e necessário superar a fome e a pobreza, superar o analfabetismo se coloca nessa condição para o desenvolvimento do Maranhão. Precisamos fazer uma força-tarefa nesse sentido que envolva universidades e igrejas”, defendeu.

Desigualdade

Para Nonato Chocolate, o processo de alfabetização está diretamente relacionado às questões sociais, à desigualdade social e às populações mais vulneráveis. “Nós estamos falando dos negros, que compõem a maioria da população brasileira. O analfabetismo é uma chaga, um problema crônico que têm suas raízes no processo de formação da sociedade brasileira”, esclareceu.

De acordo com Nonato Chocolate, o Brasil conta com, aproximadamente, 13 milhões de pessoas que não conseguem escrever o próprio nome. “São índices alarmantes que, realmente, ferem a dignidade dos cidadãos. Precisamos ter políticas públicas permanentes de enfrentamento desse problema. Essa é uma questão histórica que o Estado brasileiro tem que assumir e buscar resolver com o envolvimento de toda a sociedade brasileira. Todos ganham com isso”, ressaltou.

Alternativas

Berenice disse que o Governo do Estado tem um programa de escolarização que, na verdade, é uma competência dos municípios, mas o estado também contribui. “Agora, está em vias de ser lançado o programa chamado 'Jornada', para enfrentar o problema do analfabetismo com pessoas acima de 15 anos e que se encontram fora do espaço escolar. Estamos aguardando a liberação de recursos do Governo Federal e já temos a parceria com a Fundação Banco do Brasil para sua execução. A previsão é que seja lançado em março deste ano”, salientou.

Para Berenice, o uso das tecnologias no processo de alfabetização e suas implicações devem ser discutidos criticamente, sobretudo a questão da exploração dos usos dos recursos e da exclusão social. “Ela apresenta uma janela de oportunidades para o processo de alfabetização. No programa de alfabetização que lançaremos, está previsto o uso da tecnologia na formação dos educadores e educadoras”, afirmou.

Prefeito Luciano e Ministro dos Esportes André Fufuca discutem propostas de desenvolvimento para Pinheiro, no campo dos Esportes


O encontro aconteceu hoje, 15, na capital São Luís. André Fufuca e Luciano tiveram uma conversa produtiva, onde discutimos assuntos de grande importância para o desenvolvimento esportivo e ações que irão beneficiar diretamente a população da Princesa da Baixada neste ano de 2024.

Essa é uma amizade e parceria de longa data, que já rendeu e rende frutos poderosos, como emendas para obras importantes e apoio nas ações relevantes.

“Essa é com toda certeza uma parceria de sucesso, agradeço o Ministro pela amizade e apoio. Estamos juntos buscando formas de garantir melhorias e desenvolvimento para nossa Pinheiro”, afirmou Luciano.

Rumores sobre o futuro político de Felipe Camarão: De conselheiro do TCE a possível candidato ao governo do Maranhão

 


O governador em exercício, Felipe Camarão, encontra-se no centro de especulações recentes, sugerindo que poderia ser sondado para assumir um cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). No entanto. Camarão descarta veementemente essa possibilidade, destacando sua juventude e o notável trabalho realizado na área educacional do Maranhão.

Algumas análises sugerem que a especulação em torno de uma potencial nomeação de Camarão para o TCE pode estar relacionada ao receio de sua participação nas próximas eleições para governador. O carisma do político e sua boa relação com o atual governador, Carlos Brandão, indicam-no como um possível sucessor natural, despertando a atenção da mídia e de seus opositores.

A trajetória de Camarão na Secretaria de Educação (Seduc) e no governo destaca-se como única, afastando-se substancialmente das características de outros conselheiros do TCE. As especulações, portanto, não condizem com a significativa presença de Felipe na política maranhense.

Indagado sobre essas conjecturas, Felipe Camarão respondeu: “Tenho apenas quarenta e dois anos e acredito que posso contribuir ainda mais com o meu Estado. No momento, meu maior interesse é continuar auxiliando o governador Carlos Brandão como vice-governador e secretário, e futuramente, se o povo assim desejar, em outra função política, sempre com o propósito de ajudar o próximo”