segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Carlos Lula quer prioridade no atendimento de saúde à pessoa com deficiência

 


Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 9% da população do Maranhão, um total de 643.793 pessoas, possui alguma deficiência. O percentual deixa o estado entre os 10 do país em proporção de pessoas com deficiência. A proporção do Brasil é de 8,4%.

Diante disso, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) apresentou um novo projeto de lei para assegurar atendimento preferencial às pessoas com deficiência nos serviços de saúde pública e privada do Maranhão.

“Esse PL é de uma importância ímpar na promoção da igualdade de acesso aos cuidados médicos e na garantia da dignidade e dos direitos fundamentais desses cidadãos. Ele assegura o cumprimento do Estatuto da Pessoa com Deficiência e diminui as desigualdades enfrentadas pelas pessoas com deficiência no acesso aos serviços de saúde, garantindo-lhes prioridade no agendamento de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade”, explicou Carlos Lula.

Giuliana Dominices Rocha é mãe de Jade Helena, de 7 anos, que nasceu com paralisia cerebral e microcefalia relacionada à infecção causada pelo zika vírus. Para ela, a proposta da nova legislação pode garantir uma melhor qualidade de tratamento e cuidados especializados da filha.

“Para a gente, é extremamente importante. Pelo fato de ter deficiência, a Jade precisa de vários especialistas profissionais na área da saúde e a gente tem muita dificuldade em conseguir. Com a prioridade, vai facilitar muito porque a maioria dos exames se tornam rotina pela condição neurológica e física dos nossos filhos. Se a gente tem prioridade nessa questão de consulta, fisioterapia, eles têm uma qualidade de vida melhor”, disse.

De acordo com o Projeto de Lei, nos casos em que haja necessidade de atendimento clínico, realização de exames ou de procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade em mais de uma especialidade existente no local, o agendamento será feito preferencialmente no mesmo dia e turno de atendimento. 

Além disso, agendamento para retorno do paciente também terá preferência, respeitando as condições desses pacientes e as possibilidades de deslocamento e alojamento, para minimizar o sofrimento dos pacientes e de seus acompanhantes.

“Essa lei será fundamental para assegurar que esses cidadãos recebam a assistência necessária de forma oportuna e adequada, contribuindo, assim, para a melhoria de sua qualidade de vida e para a prevenção de complicações decorrentes da falta de acesso aos serviços de saúde. Um importante avanço na construção de uma sociedade mais inclusiva e justa”, pontuou o deputado estadual Carlos Lula.


Dengue: saiba por que alguns medicamentos são proibidos


Cerca 77% dos brasileiros utilizam a automedicação como forma de tratamento para doenças, segundo o Conselho Federal de Medicina. No cenário de crescente número de casos de dengue pelo país, a utilização dessa prática preocupa especialistas. 

Segundo o médico infectologista Fernando Chagas, os sintomas da dengue incluem febre, mal-estar e dores no corpo. Por possuir sinais semelhantes aos de outras doenças, como gripe e Covid, muitas vezes o paciente, para amenizar o desconforto, acaba se automedicando. 

No entanto, no caso da dengue, algumas medicações para reduzir os sintomas da doença podem ser muito perigosas se utilizadas, como explica o infectologista.

“A dengue é uma doença que naturalmente destrói plaquetas. As plaquetas são componentes do sangue que evitam que a gente sangre. Uma pessoa com suspeita de dengue, ela não deve consumir, jamais, anti-inflamatórios, especialmente o AAS (ácido acetilsalicílico). O AAS é um anti-agregante de plaquetário e também induz o sangramento. Se você toma AAS, diclofenaco, ibuprofeno, todos esses anti-inflamatórios você arrisca ter reações por conta da dengue e pode até morrer por conta disso”, explica.

Para o infectologista também é preciso ficar atento aos chamados “sinais de alerta”. Ela orienta que em caso de suspeita de dengue é preciso buscar atendimento médico.

“Se começar a aparecer dor na barriga tem que buscar imediatamente a urgência, porque pode ser a dengue grave — a dengue hemorrágica. Assim como se aparecer sangramento ou se a pessoa ficar vomitando muito. São os sinais e sintomas de alarme que qualquer pessoa que suspeita de dengue deve buscar imediatamente a urgência”, alerta.

Como tratar a dengue?

Segundo a infectologista Joana D’Arc Gonçalves, a dengue em si não tem tratamento específico. 

“Não existe um tratamento específico antiviral para dengue. A gente tem as medidas de suporte. Mas geralmente com relação à dengue, o principal tratamento é o repouso e a hidratação. Aumentar a ingestão de líquido, de chás, sucos de frutas e o soro caseiro. Você pode preparar em casa ou comprar os sais de reidratação oral na farmácia. Esse é o tratamento básico. Em questão de dor, mal-estar, a gente só recomenda a dipirona ou paracetamol e mesmo assim, com alguma cautela se você tiver alguma reação alérgica”, complementa.

Chagas destaca a importância da hidratação adequada durante o tratamento da dengue.

“Quem tem dengue tem que tomar muita água. Então eu sempre oriento: multiplique o seu peso por 60, que você vai ter a quantidade de água que você tem que tomar em 24 horas. Por exemplo, se você tem 70 kg, você multiplica por 60, dá 4,1 litros. Esse é um grande tratamento e é uma excelente orientação que tem que ser passada especialmente para os idosos”, afirma.

No caso da dengue hemorrágico a abordagem do tratamento é diferente, como explica a infectologista Joana D’Arc Gonçalves. “Se você tiver algum sinal de alarme, é muito importante ir ao hospital, ter uma hidratação venosa, para fazer as medidas de suporte. Algumas pessoas são monitoradas semanalmente, a cada 2 ou 3 dias, dependendo de como estiverem as plaquetas e de quais sintomas ela tem”, ressalta. 



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Deputado Ricardo Seidel afirma que Alema realiza feito histórico ao dar posse a vereador licenciado do cargo

 Deputado Ricardo Seidel afirma que Alema realiza feito histórico ao dar posse a vereador licenciado do cargo

Na tribuna, Ricardo Seidel parabenizou a Assembleia Legislativa e sua Procuradoria pelo feito que considera histórico

O deputado Ricardo Seidel (Patriotas), vereador de Imperatriz que assumiu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Maranhão, em substituição a Eric Costa (PSD), afirmou, na sessão desta quinta-feira (22), que, pela primeira vez na história, o Parlamento Estadual dá posse no cargo de deputado a um vereador licenciado.

Segundo Seidel, ele é o primeiro vereador, licenciado no cargo pela Câmara Municipal de Imperatriz, que assume a função de deputado estadual com a garantia de que pode voltar a exercer o seu mandato de vereador.

“Isto já aconteceu em alguns estados, depois do julgado pelo Supremo Tribunal Federal, em voto da lavra do então ministro Lewandowski. O primeiro caso foi um vereador do Rio de Janeiro, que assumiu o cargo de deputado federal, e houve outros que assumiram o cargo de deputado estadual. O caso mais recente foi de um vereador de Palmas, que assumiu o mandato de deputado estadual no Tocantins”, esclareceu.

Avanço

O deputado parabenizou a Assembleia Legislativa do Maranhão e sua Procuradoria, assim como a Procuradoria da Câmara de Vereadores de Imperatriz, que conseguiram esse feito histórico e que representa um avanço na luta democrática.

“Isto impacta muito a atuação dos vereadores daqui para a frente porque não existirá mais a dúvida para aqueles que pretenderem se candidatar a deputado e, ficando na suplência, não terem a garantia de assumir. É uma medida que estimulará mais candidaturas tanto de vereador quanto de deputado, o que contribui para ampliar a participação popular e fortalecer a democracia no Maranhão”, finalizou Ricardo Seidel.