terça-feira, 14 de maio de 2024

Piso salarial: profissionais da educação básica podem receber mais de R$ 3 mil por 40 horas de trabalho semanais


 A discussão sobre o piso salarial dos profissionais da educação básica avança na Câmara dos Deputados. Recentemente, a Comissão de Educação aprovou uma proposta para fixar a remuneração mínima em 75% do piso salarial dos professores para área técnica e administrativa. Com isso, o valor mínimo para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais seria de R$ 3.435,42.

Na opinião do professor da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do governo do Distrito Federal Alessandro Araújo, a categoria está ganhando mais espaço nas pautas governamentais. Ele defende a medida como uma maneira de valorizar um pouco mais a categoria.

“Acredito que os valores a serem atualizados anualmente, no mês de janeiro, com base no mesmo índice utilizado para a utilização do piso salarial dos professores, será viável, pois teremos a possibilidade de uma pauta de luta unificada”, opina o professor da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do governo do Distrito Federal Alessandro Araújo.

O substitutivo aprovado — aquele que altera o texto original e tem preferência na votação sobre o projeto inicial — estabelece ainda que os valores deverão ser atualizados anualmente no mês de janeiro com base no mesmo índice utilizado para atualização do piso salarial dos professores.

Cenário pouco provável

Apesar da medida tentar melhorar o segmento da educação básica no país, alguns especialistas e profissionais da área acreditam que as chances dessa mudança acontecer são poucas. 

Para o advogado Henrique de Mello Franco, que trabalha com direito educacional, a proposta dificilmente será transformada em legislação — mesmo que seja, ele pressupõe que o poder Judiciário certamente a eliminará. 

“Desde, pelo menos o ano 2000, a Constituição Federal diz que ‘é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público’. Portanto, a remuneração dos profissionais não docentes não poderia ser vinculada a qualquer outro parâmetro, como percentual dos docentes”, explica.

Segundo o especialista, o provável é que as normas sobre o assunto continuem como estão. “A questão é que agora a situação vai depender das políticas próprias de cada ente da federação e cada categoria profissional”, acrescenta o advogado.

O relator do projeto é o deputado Idilvan Alencar, do PDT do Ceará. O texto proposto substituiu o Projeto de Lei 2531/21, de autoria da deputada Rose Modesto, do Mato Grosso do Sul. A proposta inicial defendia um valor fixo como piso salarial equivalente a 75% da remuneração mínima dos professores – à época, R$ 2.164,68.

Proposta não atende a categoria

O doutor em psicologia educacional pela Universidade de Reading, Inglaterra, e pesquisador em educação Afonso Celso Galvão, diz que a medida pode até ser boa no processo de desenvolvimento do sistema educacional brasileiro, mas acredita que ainda é muito tímida no contexto de uma remuneração que possa contemplar a categoria.

“O grande entrave, como sempre, é a capacidade do Estado e, principalmente, no caso da educação básica, dos municípios de arcarem com isso. Por isso que eu penso que deve haver uma entrada mais efetiva e mais eficiente do governo federal na educação básica”, analisa.

Próxima etapa

Com aprovação na Comissão de Educação, o projeto segue agora para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).



Fonte: Brasil 61

‘Pautas Femininas’ recebe Silvia Leite


 O programa ‘Pautas Femininas’ recebeu, nesta segunda-feira (13), a assistente social Silvia Leite, conselheira emérita do Conselho Municipal da Condição Feminina, socióloga e palestrante voltada aos temas que envolvem a temática da violência contra a mulher, principalmente da mulher negra.

Entre outras coisas, a convidada falou sobre os 136 anos de Lei Áurea e lamentou pelo fato de que tudo que a lei contemplava não foi efetivado na prática. "Isso somente ocorreu, aos poucos, com a luta dos descendentes dos escravizados. A partir da abolição é que se iniciou a luta para que as pessoas negras pudessem existir com dignidade", disse.

Ela destacou que o movimento negro tem um olhar social e faz a diferença, uma vez que as estatísticas provam que essa população é sempre a mais atingida em termos de violência. "Os órgãos sempre mostram dados negativos. Tudo isso por conta de uma lei que não foi efetivada. Hoje em dia, por exemplo, nós temos programas sociais que poderiam ter sido pensados naquela época", frisou.

A convidada falou de seu trabalho no Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, voltado para atender mulheres vítimas de violência. "Em 2013, no Clementino Moura, começamos a nos incomodar com as mulheres que chegavam vítimas de violência, em sua maioria negras, e foi aí que surgiu a ideia de criar um setor específico para atender a esses casos. A partir desse projeto, passamos a ter uma dimensão da violência no Maranhão. Nós damos todo o suporte para além do atendimento médico", explicou.

Leite apresentou alguns dados relativos a essa problemática no Maranhão: em 2022, foram 69 feminicídios no estado; em 2023, os casos chegaram a 50 e este ano já somam 15. "No entanto, os números relativos à tentativa de feminicídio é muito maior", revelou.

A socióloga falou, ainda, sobre a campanha 'Faça Bonito', criada em decorrência do sequestro, estupro e assassinato da menina Araceli Crespo, de apenas 8 anos, em Vitória–ES, em 1963. "A luta é por uma sociedade que respeita os corpos femininos", disse.

Ela falou, também, sobre o projeto 'Judiciário nas Escolas', da 3⁠ª Vara da Mulher, organizado pela juíza Samira Barros Heluy, que inclui uma cartilha distribuída nas escolas para que adolescentes possam ter acesso à informação e denunciem casos de abuso. A cartilha está em sua terceira edição.

Câmara de São Luís promove programação especial de Dia das Mães


Texto: Acsa Serafim

Em alusão ao Dia das Mães, comemorado no último domingo (12), a Câmara de São Luís realizou, na manhã desta segunda-feira (13), uma programação especial para as servidoras da Casa, com café da manhã e sorteio de inúmeros brindes como homenagem. 

Na programação, as servidoras foram presenteadas com eletrodomésticos, kits de maquiagem e prêmios em dinheiro, sorteados entre dezenas de mães que se dedicam diariamente à Câmara de São Luís e às suas famílias.

A servidora Mayara Muniz, sorteada durante a programação, destacou que a maternidade é um papel que merece reconhecimento constante e elogiou a iniciativa.

“Criar homens e mulheres de caráter para integrar a sociedade não é uma tarefa fácil, e sabemos do quanto nós, mães, temos uma grande responsabilidade diante disso. Fico feliz de participar de um momento em que podemos ser vistas com esse olhar de carinho e homenagem que todas as mães merecem”, pontuou.

O presidente Paulo Victor (PSB) destacou que a iniciativa é uma maneira de honrar a dedicação e compromisso dessas mulheres, além de homenageá-las por desempenharem um dos mais importantes papéis da sociedade: o de ser mãe. 

“O Dia das Mães, todos nós sabemos, é uma data muito importante para todos, porque todos nós viemos de uma mãe e olhamos para ela para nos guiar nos mais difíceis momentos de nossas vidas. Para nós, é uma honra homenagear essas mulheres fortes que criam cidadãos para nossa sociedade, e é com muita felicidade que realizamos essa programação”, afirmou.