terça-feira, 14 de maio de 2024
Zezildo Almeida é recebido com festa pelos estudantes na cerimônia de premiação do JEHELs
Deputado Soldado Leite reforça bandeira em defesa de policiais militares no ‘Diário da Manhã’
Agência Assembleia/ Foto: Wesley Ramos
Clique aqui e assista à íntegra da entrevista
O deputado Soldado Leite (PSD) falou da sua trajetória política e dos planos para o mandato, em entrevista ao programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), desta terça-feira (14). O parlamentar destacou que assumiu tendo como meta principal a luta por melhorias salariais e de condições de trabalho para os policiais e bombeiros militares, além de buscar oferecer saúde mental para os profissionais de segurança do Estado.
O parlamentar disse, na conversa com o apresentador e jornalista Ronald Segundo, que pretende resgatar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da questão do adicional noturno para PMs.
“Estarei, diuturnamente, lutando para melhorar a realidade dos militares e da Segurança Pública do Estado do Maranhão. Além de tratar das questões salariais, quero voltar meu olhar para enfrentar a questão da depressão entre os policiais, com vários casos de suicídios e afastamentos, mas mesmo assim não há uma política de saúde mental voltada para a categoria”, alertou.
O suplente de deputado estadual Alexandre Henrique Rios Leite, mais conhecido como Soldado Leite, assumiu o mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão, na sessão de terça-feira (7), em substituição ao deputado Fernando Braide (PSD), que saiu de licença.
“Quero ser esse olhar diferenciado, agora como deputado, já que os policiais militares do Estado são os únicos que não recebem adicional noturno de periculosidade. Estou muito honrado de poder ocupar esse espaço e quero agradecer, primeiramente, a Deus e dizer que, a partir de agora, estarei diuturnamente lutando para melhorar a realidade dos militares e da Segurança Pública do Maranhão.”, reforçou.

Piso salarial: profissionais da educação básica podem receber mais de R$ 3 mil por 40 horas de trabalho semanais
A discussão sobre o piso salarial dos profissionais da educação básica avança na Câmara dos Deputados. Recentemente, a Comissão de Educação aprovou uma proposta para fixar a remuneração mínima em 75% do piso salarial dos professores para área técnica e administrativa. Com isso, o valor mínimo para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais seria de R$ 3.435,42.
Na opinião do professor da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do governo do Distrito Federal Alessandro Araújo, a categoria está ganhando mais espaço nas pautas governamentais. Ele defende a medida como uma maneira de valorizar um pouco mais a categoria.
“Acredito que os valores a serem atualizados anualmente, no mês de janeiro, com base no mesmo índice utilizado para a utilização do piso salarial dos professores, será viável, pois teremos a possibilidade de uma pauta de luta unificada”, opina o professor da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do governo do Distrito Federal Alessandro Araújo.
O substitutivo aprovado — aquele que altera o texto original e tem preferência na votação sobre o projeto inicial — estabelece ainda que os valores deverão ser atualizados anualmente no mês de janeiro com base no mesmo índice utilizado para atualização do piso salarial dos professores.
Cenário pouco provável
Apesar da medida tentar melhorar o segmento da educação básica no país, alguns especialistas e profissionais da área acreditam que as chances dessa mudança acontecer são poucas.
Para o advogado Henrique de Mello Franco, que trabalha com direito educacional, a proposta dificilmente será transformada em legislação — mesmo que seja, ele pressupõe que o poder Judiciário certamente a eliminará.
“Desde, pelo menos o ano 2000, a Constituição Federal diz que ‘é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público’. Portanto, a remuneração dos profissionais não docentes não poderia ser vinculada a qualquer outro parâmetro, como percentual dos docentes”, explica.
Segundo o especialista, o provável é que as normas sobre o assunto continuem como estão. “A questão é que agora a situação vai depender das políticas próprias de cada ente da federação e cada categoria profissional”, acrescenta o advogado.
O relator do projeto é o deputado Idilvan Alencar, do PDT do Ceará. O texto proposto substituiu o Projeto de Lei 2531/21, de autoria da deputada Rose Modesto, do Mato Grosso do Sul. A proposta inicial defendia um valor fixo como piso salarial equivalente a 75% da remuneração mínima dos professores – à época, R$ 2.164,68.
Proposta não atende a categoria
O doutor em psicologia educacional pela Universidade de Reading, Inglaterra, e pesquisador em educação Afonso Celso Galvão, diz que a medida pode até ser boa no processo de desenvolvimento do sistema educacional brasileiro, mas acredita que ainda é muito tímida no contexto de uma remuneração que possa contemplar a categoria.
“O grande entrave, como sempre, é a capacidade do Estado e, principalmente, no caso da educação básica, dos municípios de arcarem com isso. Por isso que eu penso que deve haver uma entrada mais efetiva e mais eficiente do governo federal na educação básica”, analisa.
Próxima etapa
Com aprovação na Comissão de Educação, o projeto segue agora para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Fonte: Brasil 61





