quinta-feira, 18 de setembro de 2025

SÃO LUIS É UMA DAS PI0RES CIDADES EM GESTÃO FISCAL; VITORIA (ES) A MELHOR

Vitória–ES é a capital com a melhor gestão fiscal do país, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Em 2024, a cidade capixaba subiu 3 posições no ranking em relação ao levantamento de 2023, ultrapassando Salvador e São Paulo. As 3 cidades ocuparam o top 3 nos últimos anos. O estudo do Firjan foi divulgado na 5ª feira (18.set.2025). Eis a íntegra (PDF – 1 MB). O indicador IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) varia de 0 a 1. Quanto maior for o número, melhor é a condição fiscal da prefeitura…

A Firjan fez escalas para classificar a situação como crítica (de 0 a 0,4 ponto), difícil (de 0,4 a 0,6 ponto), boa (de 0,6 a 0,8 ponto) e excelente (acima de 0,8). Vitória tirou nota máxima em todos os quesitos avaliados: autonomia, gasto com funcionários públicos, liquidez e investimentos. O índice mostra que 13 das 26 capitais analisadas –excluíram Brasília– gestão considerada excelente. Outras 11 estão com nota boa. Só duas Campo Grande–MS e Cuiabá–MT estão na categoria difícil. 


O levantamento do Firjan considera que as capitais têm uma boa situação fiscal. A nota média foi de 0,788, o que beira a excelência. Há capitais do Centro-Oeste que têm situação delicada. É o caso de Cuiabá, que teve nota zero na categoria liquidez. A capital do Mato Grosso terminou o ano de 2024 sem recursos em caixa suficiente para cobrir as despesas que não foram pagas –os restos a pagar. Campo Grande–MS ocupa a penúltima posição no ranking.
 
METODOLOGIA O IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) foi criado para avaliar as contas públicas dos municípios brasileiros pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, o quadro fiscal foi analisado a partir do ano de 2024. Levou em consideração os dados das 5.129 prefeituras que encaminharam os relatórios necessários ao Tesouro Nacional...

O Firjan declarou que as cidades concentram 95,6% da população brasileiro. O IFGF é composto por 4 indicadores: IFGF autonomia; IFGF gastos com pessoal; IFGF liquidez; IFGF investimentos. O IFGF autonomia considera a capacidade do município de financiar a própria estrutura administrativa, como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura. Neste quesito, a Firjan considerou a receita local menos a estrutura administrativa para avaliar a receita corrente líquida.

No 2º critério, de IFGF gastos com pessoal, a federação avalia o grau de rigidez do orçamento de cada prefeitura e as despesas com pessoal. O IFGF liquidez analisa o cumprimento das obrigações financeiras, que analista o caixa e os restos a pagar. Já o IFGF investimentos calcula a capacidade de alocação de recursos para criar o bem-estar e a competitividade. O índice tem uma pontuação que varia de 0 a 1, segundo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal dos municípios. A Firjan dividiu em 4 grupos:...

De 0 a 0,4 ponto – gestão crítica. De 0,4 a 0,6 ponto – gestão em dificuldade. De 0,6 a 0,8 – boa gestão. De 0,8 a 1 – gesto de excelência…






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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Dr Yglésio cobra apuração sobre envio de mais de R$ 2 milhões em Emendas Pix por Jerry a empresa do próprio filho

  

O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) repercutiu, na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (16), a notícia de que o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) teria beneficiado com Emendas Pix a empresa do próprio filho, Fênix Serviços e Construção Ltda., contratada da Prefeitura de São José de Ribamar. Com críticas contundentes, Yglésio questionou se o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) que é aliado de Jerry, também vai ser duro na apuração desse caso.

“Será que ele [Dino] vai vetar as emendas do deputado Márcio Jerry, que voltaram para pagar recursos para a empresa do filho do deputado Márcio Jerry, que é empregador da esposa do ministro Flávio Dino?”, questionou Yglésio.

O parlamentar também pontuou que os comunistas agem de forma diferente em relação a aliados e não aliados. “Com o comunismo é assim: camaradagem e tudo em casa”, declarou.

Dr. Yglésio ressaltou o valor exorbitante pago à empresa para serviço de capina. “Haja mato em Ribamar. Porque tem muito mato, está gastando dois milhões e meio de capina, recebendo dois milhões e meio das Emendas Pix”, disse.

A denúncia envolvendo o envio do recurso pelo deputado Márcio Jerry em benefício da empresa do filho, Caetano Barroso, foi publicada pelo jornalista Cláudio Humberto, no Diário do Poder, e repercutiu em blogs do Maranhão. Segundo a publicação, Jerry despachou Emenda Pix de R$ 1 milhão em 2023, apenas três meses depois do filho comprar a empresa. E mais: nesse mesmo ano, a Fênix, recebeu R$ 2 milhões, R$ 540 mil acima do aditivo válido até fevereiro de 2024.

FPM BLOQUEADOS: LUIS DOMINGUES E MAIS 19 CIDADES NÃO RECEBEM O REPASSE VEJA

Os mais de 5,5 mil municípios brasileiros recebem, na próxima sexta-feira (19), o segundo repasse de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor total a ser distribuído soma R$ 1,57 bilhão, montante 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O assessor de orçamento Cesar Lima destaca que, embora a segunda parcela de setembro seja menor que a do primeiro decêndio, o repasse mantém um resultado positivo.

Segundo ele, os próximos meses exigem atenção às mudanças no cenário econômico brasileiro. “Temos a expectativa não só da manutenção do emprego frente ao tarifaço, como também desse período prolongado de uma taxa Selic bem elevada. É preciso acompanhar a conjuntura econômica e observar, principalmente, o comportamento do emprego no Brasil”, aponta.

SP e MG recebem os maiores valores

Entre os estados, São Paulo e Minas Gerais concentram os maiores volumes de repasse. O estado paulista receberá mais de R$ 193,5 milhões, enquanto o repasse para Minas ultrapassa R$ 192,4 milhões. Os recursos devem ser divididos entre municípios como Indaiatuba, Praia Grande e Mogi das Cruzes (SP), além de Araguari, Coronel Fabriciano e Passos (MG).

Em contrapartida, o Amapá, que possui apenas 16 municípios, recebeu 0,12% do total distribuído: cerca de R$ 1,8 milhão. Santana ficou com a maior parcela no estado (R$ 379 mil), seguida por Laranjal do Jari, que recebeu R$ 232 mil neste decêndio.

Municípios bloqueados

Conforme o Tesouro Nacional, 20 cidades estavam bloqueadas de receber o repasse neste decêndio até o dia 15 de setembro. A maioria das cidades está localizada na Região Nordeste, em estados como Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. A lista pode ser acessada no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).    

Confira a lista dos municípios bloqueados:  

  • Candido Sales–BA
  • Lagoa Real–BA
  • Jaguaratema (CE)
  • Brejetuba (ES)
  • Iuna (ES)
  • Pancas (ES)
  • Bom Jardim de Goias (GO)
  • Simolandia (GO)
  • Luis Domingues (MA)
  • Assuncao (PB)
  • Tacima (PB)
  • Francisco Santos (PI)
  • Porto (PI)
  • Arapongas–PR
  • Cabo Frio–RJ
  • Governo do Estado do Rio Grande do Norte (RN)
  • Derrubadas–RS
  • Mostardas–RS
  • Santiago–RS
  • Santo Amaro da Imperatriz–SC

O bloqueio do FPM acarreta consequências como o impedimento de que as cidades recebam os recursos federais destinados a custear serviços essenciais, como saúde, educação e transporte.

A suspensão ocorre, geralmente, por conta de pendências com órgãos de controle, como Receita Federal, INSS ou tribunais. Além disso, pode comprometer o funcionamento da administração local.