quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Anderson Borges toma posse na Câmara Municipal de São Luís

 

Na manhã desta terça-feira (9), a Câmara Municipal de São Luís empossou Anderson Borges (PP) como vereador da capital. A solenidade foi realizada no Plenário Simão Estácio da Silveira e contou com a presença de parlamentares, familiares e amigos do novo vereador. Anderson Borges assume a vaga deixada por André Campos (PP), que se licenciou do cargo para assumir a presidência da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), órgão do Governo do Estado do Maranhão.

Durante o discurso de posse, Anderson Borges agradeceu a confiança recebida nas urnas e afirmou que exercerá o mandato com compromisso e responsabilidade. “Hoje assumo a vereança humildemente, com gratidão e um profundo senso de responsabilidade. Dedico este momento a cada pessoa que acreditou em mim. Chego consciente de que o trabalho é árduo, o desafio é grande e o caminho exige esforço, seriedade e, acima de tudo, união. Mas também chego com a firme convicção de que a política só vale quando serve para transformar a vida das pessoas”, declarou.

Titular da cadeira, André Campos fez questão de acompanhar a posse e celebrar a chegada de Borges. Ele ressaltou que os desafios do Parlamento são significativos, mas afirmou ter confiança na atuação do colega. “Tenho certeza de que Anderson Borges fará um grande trabalho, não só pela comunidade do Vinhais e pela comunidade católica, mas por toda São Luís”, afirmou.

O vereador Edson Gaguinho (PP) também celebrou a chegada do novo parlamentar, desejando sucesso em seu mandato. “A nossa cidade precisa de pessoas jovens como você, pessoas que têm boas ideias. Tenho certeza de que você vai contribuir muito com a Câmara Municipal”, enfatizou.

Anderson Borges recebeu 3.751 votos nas últimas eleições e assumiu o mandato conforme os procedimentos regimentais da Casa.

Governistas nocauteiam deputados que tentavam responsabilizar Brandão pelo impeachment de Braide

 

Os deputados, Dr. Yglésio (PRTB), Catulé Júnior (PP) e Neto Evangelista (União) expuseram a verdade e desconstruíram a narrativa de oposicionistas que tentavam transferir para o governador Carlos Brandão a responsabilidade pelo processo de impeachment do prefeito Eduardo Braide, por crime de improbidade, que estava em andamento na Câmara de São Luís. Os parlamentares reforçaram, na sessão desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa, que as afirmações não passavam de politicagem da oposição.

“A grande verdade foi que um aposentado, revoltado com a perda do direito adquirido do seu salário, que pegou uma facada de R$ 10 mil no bolso, por mês, entrou com uma representação na Câmara por descumprimento de uma lei em vigência, portanto, um crime de improbidade manifesto”, esclareceu Dr. Yglésio.

Com argumentos incisivos, o parlamentar do PRTB deixou, inclusive, o deputado Fernando Braide, que é irmão do prefeito, sem reação.

“O senhor acha justo 400 pessoas terem rebaixado os salários em R$ 10 mil? Auditores do município em fim de carreira, em início de aposentadoria, aposentados, médicos que contribuíram por mais de 25 anos? O senhor acha justo que o seu irmão, por um exercício mero de vaidade, possa tirar dessas pessoas o sustento dentro de casa?”, questionou.

Em resposta, Fernando Braide retrucou: “Até me cortou o raciocínio”.

Homem de diálogo
Catulé Júnior ressaltou os riscos trazidos pelo excesso de judicialização da política e defendeu Carlos Brandão. “Acho também temerário colocarmos sobre os ombros do governador essa iniciativa”, observou.

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“O governador Brandão é um homem pacato, um homem que sempre fez do diálogo a sua marca, e eu quero acreditar, de forma muito convicta, que ele não tem nada a ver com isso”, assinalou Catulé Júnior.

Interesse da oposição
Neto Evangelista cobrou mais responsabilidade da oposição ao tratar do tema e questionou qual o interesse ao querer responsabilizar o governador pelo fato. “É interesse eleitoral, que estão querendo botar aqui no colo do governador. Eu acho que isso tem que ser um debate com responsabilidade”, assegurou

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E fazendo uma análise, ao ver o grupo de oposicionistas expondo sua preferência e saindo em defesa do prefeito, Neto Evangelista também ressaltou que a “bancada” de Eduardo Braide tinha aumentado na Assembleia enquanto a do vice-governador Felipe Camarão se “reduziu a pó’, referindo-se ao número de aliados aos dois possíveis candidatos ao governo do Estado em 2026

Jatinho utilizado por Toffoli para ir a Lima com advogado de diretor do Banco Master já foi de Luciano Huck

 

O polêmico voo envolvendo um dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, José Dias Toffoli, foi feito numa aeronave que pertencia ao apresentador de TV Luciano Huck.

De matrícula PT-STU, é um Bombardier Challenger 300, que era operado pela Helistar e de propriedade de Huck, até ser vendido na virada de 2024 para 2025 para a Ibrame, indústria de metais do Espírito Santo e de propriedade do empresário Luis Osvaldo Pastore.

Neste voo, além de Toffoli, entre os mais de dez passageiros estava o ex-secretário Nacional de Justiça, Augusto Arruda Botelho, que atualmente advoga para um dos diretores do Banco Master e que seria amigo do proprietário do jatinho. Também no voo estaria Aldo Rebelo, político que já foi ministro durante as administrações de Dilma e Lula, que é pré-candidato à presidência da República em 2026.

A grande polêmica surgiu já que o processo do Banco Master no STF foi distribuído para Toffoli no dia 28 de novembro, horas depois de o Challenger 300 ter decolado para Lima. O retorno da capital peruana para Brasília ocorreu no dia 30, com pouso na capital federal às 17h50, como constam os dados da plataforma AirNavRadar, parceira do AEROIN.

No dia 2 de dezembro, o ministro Toffoli decretou sigilo ao processo, atendendo ao pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegou a ser preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcaria em seu jatinho para o exterior. Neste pedido, como informa a Folha de S.Paulo, consta que foram encontrados documentos relacionados ao deputado federal João Bacelar (PL-BA), e que por isso a alta corte deveria analisar o processo, em vez do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Outro ministro do STF, Edson Fachin, teria proposto um novo código de conduta para o órgão colegiado, para impedir a participação de ministros em eventos privados e também viagens custeadas por particulares ou empresas. Porém, até o momento, não ocorreu uma movimentação oficial do Supremo sobre uma alteração no regimento interno.

Nenhum dos citados na reportagem respondeu aos pedidos de posicionamento enviados pela imprensa brasileira, com alguns informando apenas que não iriam comentar o caso.

Segundo apuração inicial de Lauro Jardim, do O Globo, e confirmada posteriormente pela Folha de S.Paulo, o Ministro do STF viajou no jato de Brasília para Lima, para assistir à final da Taça Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras, sendo este último o seu time do coração, que acabou perdendo a partida, logo depois também ficando com o vice-campeonato brasileiro, atrás novamente do time carioca.