terça-feira, 4 de novembro de 2025

MPOX: DE UGANDA À EUROPA NOVA CEPA JÁ CIRCULA EM SEIS PAISES FORA DA ÁFRICA

  

Erupções de pele causadas pela varíola dos macacos (Foto: The Focal Project/Flickr)

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que todas as cepas conhecidas do vírus mpox continuam em circulação em 2025, reforçando a preocupação com a possibilidade de uma transmissão comunitária sustentada caso os surtos não sejam rapidamente contidos. Um novo clado, identificado como clado Ib, já ultrapassou as fronteiras africanas e foi detectado em diversos países pela primeira vez. As informações são da Reuters.

Conforme o relatório mais recente da OMS, 42 países notificaram 3.135 casos confirmados de mpox e 12 mortes durante setembro de 2025, o que representa uma taxa de letalidade de 0,4%. Mais de 80% dos casos ocorreram na Região Africana, onde o vírus permanece endêmico.

Nos últimos 45 dias, 17 países africanos registraram transmissão contínua, totalizando 2.862 casos e 17 mortes (taxa de 0,6%). A República Democrática do Congo, Libéria, Quênia e Gana estão entre os mais afetados, com aumento de casos no Quênia e na Libéria, e tendência de queda no Congo.

O relatório indica que quatro regiões, África, Mediterrâneo Oriental, Américas e Pacífico Ocidental, apresentaram redução nos casos confirmados, enquanto Europa e Sudeste Asiático registraram alta.

Desde a última atualização, Malásia, Namíbia, Holanda, Portugal e Espanha relataram a detecção do vírus mpox do clado Ib (MPXV) pela primeira vez. Também houve casos importados identificados em Bélgica, Canadá, Alemanha, Itália, Catar e Espanha, relacionados a viajantes internacionais.

A OMS informou que Itália, Malásia, Holanda, Portugal, Espanha e Estados Unidos confirmaram transmissão local do vírus mpox do clado Ib, inclusive entre pessoas sem histórico recente de viagens.

Pelo menos cinco casos recentes foram registrados entre homens com parceiros do mesmo sexo, marcando a primeira evidência de circulação dessa cepa nesse grupo.

Atualmente, a OMS avalia o risco de saúde pública como moderado para homens com parceiros do mesmo sexo e baixo para a população em geral fora das áreas historicamente endêmicas.

“Quando os surtos de mpox não são rapidamente controlados e a transmissão de pessoa para pessoa não é interrompida, há risco de disseminação comunitária sustentada”, alertou a agência.

Variantes que se espalham entre humanos

A mpox é uma doença zoonótica transmitida por animais infectados, mas que tem mostrado uma tendência cada vez maior de se espalhar entre humanos.

Em 2022, uma variante do vírus, o clado IIb, começou a se espalhar globalmente por meio do contato sexual. Desde o final de 2023, outra cepa viral, o clado Ib, se disseminou por relações íntimas e contato próximo.

Isto levou CDC africano a declarar uma Emergência de Saúde Pública de Segurança Continental e o diretor-geral da OMS a declarar uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, em agosto de 2024. Desde então, 28 países relataram casos de mpox ligados ao clado Ib.

O Plano de Resposta Continental atualizado busca integrar os cuidados ligados à doença nos serviços de saúde de rotina.

A mpox causa lesões dolorosas na pele e nas mucosas, muitas vezes acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, fadiga e gânglios linfáticos inchados. Ela pode ser debilitante e desfigurante.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Audiência pública debate estratégias para revitalizar comércio do bairro São Francisco

A Câmara Municipal de São Luís promoveu, nesta sexta-feira (31), uma audiência pública voltada à discussão de estratégias para incentivar o comércio no bairro do São Francisco e região, especialmente na avenida Marechal Castelo Branco. A iniciativa foi proposta pela vereadora Clara Gomes (PSD), preocupada com o cenário atual da região, marcada por um número crescente de lojas fechadas e pontos comerciais disponíveis para aluguel.

Durante o encontro, a vereadora Clara Gomes enumerou as dificuldades enfrentadas pelo setor, como a queda nas vendas, a concorrência com grandes centros comerciais, a dificuldade de estacionamento, a falta de infraestrutura viária, insegurança e o aumento dos custos operacionais. “A situação é preocupante. Muitos empresários não conseguem manter seus negócios abertos diante da baixa movimentação. Nós precisamos agir de forma coletiva para recuperação deste espaço e buscarmos, juntos, soluções para podermos, de fato, valorizar e reacender o comércio da região”, frisou a vereadora.

A parlamentar relatou que a proposta da audiência pública surgiu da escuta do segmento, incluindo moradores da região, comerciantes e representantes da sociedade civil. Clara ressaltou que a revitalização da avenida Marechal Castelo Branco pode impactar positivamente não apenas o comércio, mas toda a comunidade.

"Ao fortalecer o comércio, geramos emprego, renda e movimentamos a economia de forma sustentável”, destacou. A parlamentar sugeriu a criação de um grupo de trabalho para elaborar propostas concretas e encaminhá-las à Prefeitura de São Luís.

A proposta da audiência foi motivada durante as comemorações do Dia dos Comerciários, celebrado em 20 de outubro. Na ocasião, Clara destacou a importância de valorizar os trabalhadores e empreendedores locais, e chamou atenção para o esvaziamento comercial da tradicional avenida. Relembrou ainda que a Marechal Castelo Branco já foi uma das principais vias comerciais de São Luís, mas, atualmente, está com um número alarmante de portas fechadas.

O presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Antônio Gaspar, reforçou a necessidade de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento do comércio local. “É essencial que o poder público e os empreendedores caminhem juntos. Precisamos de incentivos fiscais, melhorias na infraestrutura e mais segurança para atrair consumidores de volta à região”, defendeu.

Participantes da audiência manifestaram apoio à ideia e propuseram ações conjuntas, como campanhas de valorização do comércio local e eventos culturais para atrair o público ao bairro. “O centro elétrico cresceu e se desenvolveu com a região e eu faço parte de uma geração desse segmento. Esse debate proposto na audiência é muito importante e sinto-me honrado em participar, sendo que hoje, no bairro, geramos cerca de 100 empregos diretos e queremos que essa região volte a prosperar. O São Francisco tem história e potencial. Com união e planejamento, podemos recuperar o brilho de outras épocas”, disse Gonçalves Júnior, do Centro Elétrico.

Ao encerrar a audiência, Clara Gomes pontuou o compromisso do mandato com o setor. “Nosso papel é ouvir, propor e articular soluções. O comércio do São Francisco faz parte da identidade de São Luís e não podemos deixá-lo enfraquecer”, concluiu a vereadora. Novas discussões devem ocorrer sobre o tema e encaminhamentos, fruto da audiência pública, incluindo reuniões com representantes das secretarias municipais, comerciantes e demais envolvidos no segmento, além da promoção de medidas de curto e médio prazo, em apoio aos empreendedores da região.

Participaram da audiência a vereadora Flávia Berthier; o deputado estadual Osmar Filho, representando a Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema); a secretária adjunta de Proteção Social da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), Nubervane Moreira; a coordenadora de Projetos da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Tássia Manuele, representando o titular da pasta, Maurício Itapary; o chefe da assessoria Jurídica da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), Frederico Lima, no ato, representando o titular, José Azolini; vice-presidente da ACM, Rafael Sombra; além de representantes de instituições do segmento e sociedade civil organizada.

 

2º LUGAR : SOLIDEZ FISCAL MARANHÃO SOBE 21 POSIÇÕES NO RANKING NACIONAL


Não é raro que o noticiário econômico seja percebido como complexo ou específico demais. Mas a verdade é que os índices e termos muitas vezes incompreendidos trazem repercussões concretas para a vida em sociedade. É o caso do conceito de solidez fiscal, que pode parecer distante e difícil, mas que, na prática, trata do orçamento público e de sua aplicabilidade em políticas públicas e ações governamentais.

À luz das mais importantes diretrizes econômicas, a solidez fiscal refere-se à capacidade de um ente público de equilibrar receitas e despesas, manter a dívida sob controle e investir no presente sem comprometer o futuro.

E é isso que o Maranhão tem demonstrado. Em apenas três anos, o estado subiu 21 posições no Ranking de Solidez Fiscal do Brasil, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com o Tesouro Nacional, alcançando em 2025 a 2ª colocação nacional.

Esse equilíbrio recém-alcançado é fundamental, porque permite que estados atraiam investimentos, melhorem serviços públicos e garantam estabilidade econômica e social.

O ranking do CLP e do Tesouro se destaca como um termômetro confiável desse desempenho — com base em nove indicadores como solvência, liquidez, gasto com pessoal e dependência fiscal, o levantamento analisa o grau de preparo dos estados para enfrentar desafios financeiros.